Até domingo passado, não tinha nenhuma
inspiração sobre o que escrever sobre o mês de maio. Não é um mês que me
inspire. Mas, nesse dia, li um artigo no jornal que me intrigou.
Em Inglaterra, há vários anos promove-se uma
iniciativa que se chama “No Mow May", ou seja, não cortar o relvado em
maio, que incentiva as pessoas a deixar de cortar a relva dos seus jardins
durante a primavera para aumentar a biodiversidade.
Os resultados são surpreendentes. Não só cresce
a relva como também muitas outras plantas, porque as sementes podem sobreviver
debaixo da terra, à espera de uma oportunidade para florescer, mesmo nos
relvados impecáveis de que tanto gostam os Ingleses. As pessoas que colaboram
com esta iniciativa ficam
muito entusiasmadas com a variedade de espécies
de plantas e flores silvestres que aparecem nos seus jardins.
Com cada ano que passa, o jardim transforma-se,
sobretudo se o deixarmos durante todo verão e não apenas em maio, e a
biodiversidade aumenta. As plantas perenes, com raízes profundas, melhoram a
estrutura do solo, armazenam mais carbono e criam um ecossistema adequado para
plantas,
pássaros, borboletas, abelhas e até pequenos
animais que se podem esconder entre a vegetação.
Infelizmente, a única relva que tenho no meu
pátio é artificial, e não posso aproveitar esta excelente ideia, que também tem
a enorme vantagem de reduzir o trabalho árduo de jardinagem.
Violet Long, 03-05-2026
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